terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Happy B-Day

Querida velha amiga,

escrevo-te por não ter de to dizer pessoalmente: Parabéns! Hoje, completas dezanove anos de vida. E eu, saí da mesma. Foi bom enquanto estiveste. Foi bom enquanto criámos o nosso mundo, mas tal qual como é o verdadeiro ciclo da vida: tudo o que começa, também termina. E foi o nosso fim à relativamente pouco tempo. Teve de ser. Foi a terceira tentativa e já não dava mais. O suporte tinha-se quebrado e um nós já não havia há muito tempo. Sou sincera quando digo que a mim não me custou. Sou bastante sincera, também, quando digo que saudades não moram no meu coração, nem fazem apertar os meus braços contra uma almofada porque não as sinto. Não as sinto por ti. Não as sei sentir por alguém que depois de tanto bem me ter feito, conseguiu fazer-me também muito mal. Não sei mesmo o que é sentir saudades de alguém que ultimamente, não me dava o seu melhor como eu sempre fiz com ela.
Outra coisa que eu acho que nunca irás saber, não da minha boca, pelo menos... Poderás, eventualmente vir a ler qualquer coisa do meu blog, mas não ouvirás da minha boca... E aqui vai: não sei, quem te julgaste ser tu, para me apontares um dedo e dizeres o que está mal ou não na minha vida. Exactamente... É a minha vida. E até to sublinho mais uma vez, se necessário: a minha vida. E essa, é vivida por mim. Sou a peça principal do meu teatro. E tu, não tens que comandar absolutamente nada, tentando ser a protagonista da minha história. Esse papel, cabe-me só a mim. E eu, deixarei entrar quem eu achar apropriado. Sou assim. Sempre fui e jamais deixarei de ser. É algo que me caracteriza. As barreiras que sei criar perante todas as pessoas que me rodeiam. É algo que me deixa orgulhosa de mim mesma. Graças a toda essa personalidade, eu não deixo que me vejam magoada. Contudo, não deixo de ser frágil. Mesmo achando que não tens o direito de saber, eu sou. E nunca te apercebeste disso porque sempre me encheste com os teus problemas. Mas escuta, escuta-me bem e não, não te estou a julgar: toda a gente tem problemas na vida. Uns mais que outros. Mas temos todos. Ninguém se escapa a isso, infelizmente. E eu já tive muitos caprichos de adolescente e cresci sozinha, cresci sem ajuda. Sei, sei mesmo que por diversas vezes nunca te deixei entrar na minha vida como uma amiga a cem por cento, mas eu sou assim... Mas nem em mil anos me conseguirias conhecer, eu não deixo. Mas nem assim, tu tiveste ainda mais preocupação. Porque na verdade, era exactamente disso que eu precisava na altura: de muita preocupação. De muita atenção!! Mas nunca pensaste muito em mim... E hoje, eu sei que tens saudades minhas porque sempre fui o teu pilar. Sempre fui a tua melhor amiga. Tenho plena noção disso. Por tudo. Pela maneira como sempre me olhaste. Pela forma carinhosa que discutias comigo... Até ao dia em que tudo desmoronou. Todos temos telhados de vidro e um dia, eles quebram. Nunca nada dura para sempre. E nós, somos a prova viva disso.

Neste caso, tudo o que te tentei dizer aqui foi só que... mesmo depois de tudo, eu ainda me lembro do teu dia de anos e mesmo que não te queira enviar uma mensagem ou ligar-te, eu dei-te os parabéns. Não significa é que tenhas de o saber. Talvez o sintas. Porque há sempre algo que nos unirá a vida toda. "(...) só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso." será sempre assim.

10 comentários:

Aurora disse...

tem tu também minha querida. estou já aqui a seguir-te<3

Susan disse...

obrigada querida *

Susan disse...

es mesmo um doce *

Susan disse...

apenas transmito o que sinto minha querida *

Aurora disse...

Tenta pequenina sim? Dava-te força mas nem eu tenho<3

Susan disse...

claro que sim querida <3

Aurora disse...

E oh pequenina, eu espero que as minhas palavras já sejam uma força para ti sim? Obrigada por tudo. E oh, estou aqui<3

Aurora disse...

ajudam muito coração<3

Inês disse...

Obrigada e bem preciso :)
É triste quando uma amizade acaba assim. Força ;)

Inês disse...

Sem dúvida, mas custa sempre...