sábado, 4 de fevereiro de 2012

Diário da tua ausência V

A vontade de transbordar tudo é tanta e isso nota-se nos meus olhos que teimam em querer fechar-se para adormecer num sono profundo, porque a minha força interior é maior do que a fraqueza... então, não me deixa lacrimejar por ti. Não me deixa apertar as mãos com força, morder os lábios e serrar os olhos com toda robustez. E ainda bem. No fundo, ainda bem porque eu preciso de sorrir fisicamente, senão, tudo à minha volta perde o rumo e o certo, vai por ruas erradas. Não só preciso eu, como precisa quem me rodeia que eu sorria incessantemente. E as lágrimas que por vezes, deixo cair por ti entre bocejos, essas nunca passam de miragens para os outros, porque ninguém as consegue sentir que não eu. Ninguém tem o dom de compreender o meu interior, olhando-me apenas. Ninguém consegue ver a mágoa e o desgosto que não eu. Que não o meu corpo cansado. 
Sinto-me a morrer. A morrer por nós. Mas mais a morrer por ti e é de tanto amor. De tanta necessidade do teu colo e do teu beijo. De tanto querer a tua presença e não a ter.
Eu preciso. E não sei mais nenhuma palavra que não essa que tenha a ver contigo: precisar.

Já pensaste que eu tenho saudades tuas? Ainda não, presumo, senão, saberias que são infinitas e que com elas, deixa-se ir um amor tão profundo como o Sol nos dias de Verão. Tenho saudades tuas. Tenho saudades dos teus abraços. Tenho saudades de dormir contigo. Tenho saudades de te ter a noite inteira por minha conta e de me apaixonar por ti a cada gesto. Tenho saudades de te ter por perto sem limites ou horas para desapareceres do meu olhar. Tenho saudades do teu sorriso bem junto ao meu. Tenho saudades da tua respiração que enquadrava com a minha, tal como o meu corpo, encaixava no teu... na perfeição.
Antes fosse isso agora: perfeição. Antes fossemos, melhor dizer. Não somos mais nada, não somos mais tudo, somos apenas o que restou de um tudo... Somos o nada. 
Mas não páro de ter saudades. Não consigo não as ter... Não consigo não chorar.

E agora vou-me apagar deste mundo que me deixa longe de ti. - preferia apagar-me de vez, era tão melhor - Vou dormir que já nem pestanejar consigo. Nem ver bem consigo... 
Só te peço mais uma vez: desabita-me. 

Ainda te amo. Por muito que não queira.

5 comentários:

Aurora disse...

Se eu pudesse, eu ficava, sabes? Ficava. <3

Aurora disse...

não amor. oh, falamos por aqui, e estar eu aqui já te faz melhor, não é?. eu e outros seguidores. eu espero que sim doce <3

Aurora disse...

Vai dormir descansada e fica bem linda. Que tenhas uma noite bem calma e quentinha, beijinhos, muitos no coração e na alma <3

Ana Margarida disse...

Eu sou a rapariga do tumblr 'uncomfortable soul' :) Já não consigo mandar mais ask's

Ana Margarida disse...

E tu ao meu cantinho, querida :) e prazer em conhecer-te ihih